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O BRASIL EM QUE A COBRA FUMOU (1937-1943): DA NEUTRALIDADE NO CONFLITO À CRIAÇÃO DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

Danilo Mota – 22 anos, aluno do curso de História da Universidade Federal Fluminense – Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, estuda o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial, especificamente a Força Expedicionária Brasileira. É um dos autores da HQ “Smoking Snakes – Você sabe de onde eu venho?” e fundador da produtora Em Guerra que visa produzir artigos sobre o tema, além de documentários com entrevistas com veteranos de guerra.

 

O BRASIL EM QUE A COBRA FUMOU (1937-1943): DA NEUTRALIDADE NO CONFLITO À CRIAÇÃO DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

Danilo Mota – UFF

Resumo:  Sem o objetivo de esgotar o assunto, este artigo busca entender em que momento político-social foi criada a Força Expedicionária enviada à Itália. Serão abordados os contextos e a condições políticas e econômicas no âmbito nacional e internacional, tendo em vista a posição estratégica do território brasileiro, e em nome de quais interesses o governo autoritário de Vargas entra no cenário da Segunda Guerra Mundial.

Palavras – chave: Brasil. Segunda Guerra Mundial. FEB.

Introdução

Quando o assunto é Segunda Guerra Mundial, são inúmeros os acontecimentos a serem lembrados. São muitas produções que têm como objeto de estudo este conflito. Minha proposta aqui é, de modo justo, dimensionar o envolvimento do Brasil neste conflito tão presente ainda na memória e no dia a dia da sociedade mundial, quer através de filmes, jogos de videogame, programas de televisão etc. Além disto, entender o que precedeu o posicionamento brasileiro, formalizado em 22 de agosto de 1942, decisão esta que culmina na sua entrada em combate, também contextualizando com o que se passou na década de 1930 no Brasil e na Europa, após a crise do liberalismo ao final da década de 20.

O Brasil, após negociações bilaterais fechou seu apoio com os aliados. E, em 1942, declarou guerra ao Eixo (aliança bélica entre Itália, Alemanha e Japão na Segunda Guerra Mundial) em reunião no Rio de Janeiro, então capital federal. Em 1943 é criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB) que enviou cerca de 25.000 soldados para lutarem em um território hostil e distante, a FEB após indefinição de onde atuaria, desembarca no teatro de operações da Itália, disposta em 5 escalões entre 1944 – 1945.  A tropa brasileira foi incorporada ao 4º.  corpo do 5º exército americano, sendo um contingente miscigenado composto por brancos, mulatos, nipo-brasileiros, ambos lado a lado…o que não era comum por exemplo nos EUA.  Diferente do que muitos pensam, os soldados brasileiros não foram a passeio para a Itália, e pelo contrário travaram diversas batalhas complexas, deixando seu recado com relevância e bravura.

Agora, alguns questionamentos ficam após a exposição dos argumentos: De fato, havia necessidade de o Brasil enviar tropas para a Europa? Em nome de quem e por qual ideal o Brasil foi a guerra? Como lutar por democracia em um país que se tem um governo autoritário? Qual o interesse dos países no território brasileiro na Guerra?

O Brasil e suas Relações Comerciais na Década de 30 (EUA-ALEMANHA)

Em 10 de novembro de 1937 após um golpe de estado, Getúlio Vargas estabelece o Estado Novo, que teria função estratégica na continuação de projetos que vinham desde 1930 quando o mesmo rompeu com as oligarquias que comandavam durante a República Velha. Após afirmar que a constituição de 1934 estaria “antedatada” com o momento do país, apresenta uma Carta Constitucional, calcada em uma visão centralizadora no âmbito político, além de se apresentar antiliberal e anticomunista, com forte intervenção do estado. O que faz sentido ao olhar no âmbito internacional, onde experiências semelhantes estavam em curso na Alemanha, Itália e Portugal.

O Brasil era um país agrário neste momento e tinha como parceiro comercial, desde sua independência, a Grã-Bretanha, que tinha importante papel na economia brasileira. Porém no período entre guerras acontece um distanciamento da mesma, entretanto ainda se faziam importante, sobretudo para o comércio do café brasileiro no exterior. O governo passa a enfrentar uma questão complexa referente ao mercado, a aproximação aos EUA, trazem mais dependência, para Ferraz (2005) “Este movimento voltado à economia dos Estados Unidos não reduziu a dependência econômica brasileira na medida em que o novo parceiro era ele próprio produtor de alimentos e matérias-primas industriais.’’. Em contrapartida a relação com a Alemanha trazia equilíbrio, segundo Ferraz (2005) “Os avanços da Alemanha na América Latina durante os anos trinta aliviaram a situação, já que o país buscava fontes de alimentos e matérias- -primas industriais.”.

As tratativas comerciais fomentavam fortes debates na cúpula do governo, bem como nos grupos de interesses que eram influenciados por questões políticas e ideológicas. O governo Vargas, porém, se isentaria desta tomada de lado e passaria a negociar tanto com o livre comércio americano, bem como ao regime de trocas oferecidas pelo governo alemão. O comércio com a Alemanha crescia constantemente ao decorrer da década de 1930, sob o olhar norte americano, olhar esse com certo interesse em um futuro não tão longínquo para estabelecer uma aliança entre Brasil e EUA, tirando a Alemanha da concorrência. Com o estabelecimento do estado novo em 1937, dois pontos problemáticos se apresentam ao governo de Vargas, são eles: Uma renovação nas forças armadas brasileiras e a largada na produção do aço, com a construção de uma siderúrgica nacional de grande porte. Os anos finais da década de 30 foram marcados pela forte influência do exército nas decisões, principalmente para a compra de materiais bélicos, a negociação acontecia ao mesmo tempo com americanos e alemãs, sobre a compra de equipamentos.

Eixo ou Aliado?

O governo brasileiro tinha como objetivo extrair o máximo possível das relações com americanos e alemães para conseguir os 2 objetivos principais: Criação de uma Siderúrgica Nacional e a Renovação das Forças Armadas. Essa postura foi sustentada até o último instante possível, é inegável a capacidade de negociação e como Getúlio soube aproveitar deste interesse de ambos no Brasil, para conseguir suprir suas demandas.

A Alemanha acenava com a proposta de construção de duas usinas siderúrgicas, além de negociar o envio de materiais bélicos, inclusive é realizada uma compra junto a Alemanha especificamente a companhia Krupp. Em contrapartida o Brasil ampliaria o comércio de mercadorias a Alemanha. Já pelo lado americano, o governo ficava dependente de capital privado para a construção da siderúrgica, não demonstravam tanto interesse a participação junto ao governo, e o exército não demonstrava interesse em fornecer materiais bélicos.

O governo Vargas era centralizado, porém sofria influência de figuras presentes no seu corpo político. Dois nomes notáveis do governo eram pró- Eixo, ou seja, acreditavam que o Brasil devia se alinhar comercialmente e militarmente aos alemães, no momento a Alemanha poderia ser considerada o lado vencedor da guerra. Eram eles o General Eurico Gaspar Dutra, então Ministro da Guerra e o também General Pedro Aurélio de Goes Monteiro. Do outro lado estava posicionado o Ministro das Relações Exteriores Oswaldo Aranha, que era favorável ao alinhamento brasileiro com o liberalismo e a unidade do continente americano, além do não crescimento das forças que tendiam ao Eixo.

Durante o período de neutralidade, Getúlio tenta se manter distante dessa dicotomia política e ideológica, mesmo dando declarações que podem ser julgadas e vistas como um namoro ao nazi fascismo, o governo mantem as alianças e comércio visando sempre extrair o que lhe era de interesse, até que se fosse insustentável a neutralidade.

1942: Sangue no Mar e a Perda da Neutralidade

A Segunda Guerra Mundial se inicia em 1939 no continente europeu, tendo como marco a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista, porém paulatinamente foi tomando proporções mundiais, e até 1942 a guerra parecia distante ao Brasil e a América do Sul. Podemos considerar segundo Ferraz (2005): “É mais correto dizer que não foram os brasileiros que foram a guerra, mas sim a guerra que chegou aos brasileiros”. Faz muito sentido ao pensar na neutralidade até então estabelecida do governo brasileiro, ao que seria conhecido como o maior conflito bélico da história.

Com o desenrolar da guerra na Europa, o avanço da Alemanha causou preocupações e trouxe ares de incertezas aos EUA e as forças aliadas, após 1940 alemães e italianos inauguram uma nova frente de combate no mar mediterrâneo, após avançaram no norte da África, Grécia e os Bálcãs. A guerra chega a América do Sul após a Alemanha ter acesso as instalações de Dakar (Senegal) colônia francesa que se localiza no ponto mais ocidental do continente africano, o que os deixavam a 8 horas de avião até o continente americano para uma possível invasão, que era considerada pelos americanos A ilha de Fernando de Noronha serviria para aeródromos e recebimento de submarinos.

Após o ataque Japonês a Pearl Harbor em dezembro 1941 aos EUA, começa uma corrida diplomática visando estabelecer alianças com seus vizinhos americanos, e uma campanha de rompimento de relações com Eixo, abrindo mão da neutralidade. Em janeiro de 1942 acontece no Rio de Janeiro, a reunião de Chanceleres onde a maioria dos países latino-americanos rompem relações diplomáticas com as forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O Brasil estava entre esses que aderiram a causa, e os EUA projetavam a utilização do Norte e Nordeste brasileiro, especificamente as suas bases para a acomodação das Forças Armadas americanas. Assim fomos nos tornando mais próximo dos Aliados, vislumbrando nas negociações com os EUA o inicio da política de industrialização pesada do país.

O Brasil, como vimos a cima, mantinha relações com ambos os lados e, no estourar da Guerra, permaneceria neutro, o que se tornaria insustentável após os trágicos bombardeios aos navios da marinha mercante e de guerra, em 1942 resultando na morte de milhares de brasileiros. Ao todo foram 38 navios entre 1942-1943 atacados pela campanha marítima alemã e italiana na conhecida “Batalha do Atlântico” resultando em milhares de mortes, segue abaixo um documento que traz informações desses ataques aos navios brasileiros, informações como o nome e o comandante do submarino agressor, que nos dão a possibilidade de descobrir a origem dos mesmos. E que vem a elucidar possíveis conflitos de informações, que geram dúvida aos ataques da Alemanha e Itália ao Brasil.

Durante anos foram alimentados boatos de pessoas que eram favoráveis a aliança do Brasil com o Eixo, de que teriam sidos os americanos que praticaram os ataques aos navios brasileiros, assim forçando um posicionamento contrário ao eixo do Brasil. Mas a consulta aos arquivos americanos, britânicos e até alemãs demonstram o contrário.

“Em julho de 1943, quase um ano depois da declaração de guerra brasileira, um avião PBY-5 Catalina afundou um submarino alemão U-199, no litoral do Rio de Janeiro.” (BARONE, 2018).

Aliança Brasil – EUA

Após a declaração de guerra a Alemanha e a Itália, o Brasil ficaria posicionado ao lado dos países aliados, e passaria a se estabelecer então a união entre brasileiros e americanos. Importante lembrar os dois interesses centrais do governo brasileiro: Construção de uma Siderúrgica Nacional, e a renovação de equipamentos para as Forças Armadas.

Em contrapartida, o governo americano tinha interesses claros na posição do território brasileiro, sobretudo as regiões Norte e Nordeste, que nesse momento era conhecida como “Trampolim da Vitória” pois era de suma importância do ponto de vista militar estratégico. Importante ressaltar que o movimento de adesão do Brasil a causa americana, se deu através de negociações longas para dar contorno aos acordos que seriam firmados. O debate sobre a utilização do Nordeste brasileiro começou a ser negociado em 1940 com a criação da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, que tinha como motivação missões de caráter naval e aviação.

Já em 1941 se inicia a intervenção e ocupação do Norte e Nordeste:

De outro lado, Vargas tinha autorizado a construção de bases militares financiadas pelo governo americano: a Panair do Brasil, subsidiária da Pan-American, teve permissão de “construir, ampliar, equipar ou reequipar alguns aeroportos na área vital, situada entre Belém e São Salvador, embora se tenham adquirido as áreas e iniciado a construção muito antes da publicação do decreto (julho de 1941), mediante sua permissão oral (de Vargas) e em caráter privado”. A concessão foi importante, tendo em vista que esses aeroportos eram essenciais ao transporte de aviões e de suprimento para a campanha inglesa no Norte da África, de junho de 1941 em diante.” (MOURA, Gerson pág. 11, 1991)

O próximo passo seria negociar o repasse de armamentos americanos as Forças Armadas, em 1942 após a reunião de chanceleres no Rio de Janeiro, mais precisamente no dia 03 de março. O Brasil entra em um programa americano denominado Lend & Lease para a compra de armamentos, porém o acordo assinado entre as partes “…os Estados Unidos enviariam ao Brasil armas e munições no valor de 200 milhões de dólares” Moura (1991). O pagamento seria arcado em sua maioria pelo governo americano, o Brasil pagaria 35% em 6 parcelas entre 1943-1948. Com esse acordo, o Brasil vê um dos seus objetivos alcançados e suas forças armadas se fortalecem.

Em resposta ao acordo, o governo Vargas responde de modo a facilitar o envio de mais pessoal americano ao Nordeste, além de desburocratizar a atuação dos mesmos, uma certa autonomia.

“Os militares americanos obtiveram permissão para construir quartéis, barracas e outras acomodações; de voar sem obter a aprovação de praxe para o uso de determinado corredor aéreo; de construir armazéns subterrâneos para alimentos; e de ampliar o campo de pouso de Fernando de Noronha” (MOURA, Gerson. página 13.1991)

Ambas as situações acima são acordos que começam a traçar a aliança entre Brasil-EUA, cada vez mais o Brasil estava sendo parte do esforço de guerra americano, e após a declaração de guerra em 22 de setembro de 1942 o Brasil ainda não sabia em qual medida seria seu envolvimento, ressaltando que o Brasil já atendia as demandas americanas, no âmbito comercial, político e militar.

Então no mesmo ano, surge da parte do Brasil, especificamente de lideranças militares e políticas a decisão de que o Brasil deveria se envolver de modo a participar no conflito militarmente, tendo em vista o interesse em posicionar o Brasil nas negociações do pós-guerra principalmente, além de trazer experiencia as forças armadas, tendo em vista a disparidade em que se encontravam. Então se decide a criação de uma Força Expedicionária a ser enviada a guerra, o que se conhece como FEB (Força Expedicionária Brasileira).

O acordo de construção da siderúrgica é fechado em 1941, e é construída a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) em Volta Redonda-RJ com um empréstimo no valor de 20 milhões de dólares junto ao banco Export Import Bank (Eximbank) financiado pelo governo americano.

Considerações Finais

Assim ficam expostas as relações de cunho político e comercial que o Brasil mantinha no decorrer da década de 1930 e até a primeira metade da década seguinte. O governo brasileiro projetava o país como uma futura potência, se almejava a construção de um novo Brasil. Com a necessidade de se posicionar frente aos ataques sofridos na sua costa entre 1942-1943, de autoria de submarinos alemães e italianos, além do movimento interno de interesses a serem extraídos através do envolvimento brasileiro na guerra, o Brasil se posiciona a favor dos Aliados.

Vimos, durante o desenvolvimento deste presente artigo, a política de caráter pendular na negociação com Alemães e Americanos, onde o governo postergou ao máximo a tomada de lado, visando sempre defender os seus interesses. Também é possível perceber que o governo e seu corpo político era divergente no que se refere ao posicionamento brasileiro, forças pró-eixo e pró-EUA estavam lado a lado dentro do governo, que era liderado por um ditador, Getúlio Vargas. Desde o advento do Estado Novo o país vivia sobre um regime autoritário em consonância com os movimentos europeus principalmente após a crise de 1929, e ao chegar o momento de se posicionar perante pressões distintas, o Brasil entra no lado que luta e defende a liberdade e democracia, no embate contra regimes fascistas e autoritários.

Como lutar por democracia e não viver em uma? O envio de tropas brasileiras ao conflito e a participação em geral do Brasil na guerra, pode ser considerado a grande motivação para a queda do Estado Novo que durou de 1937 até 1945, exatamente no ano em que a guerra acaba. Cresce a pressão de grupos políticos conservadores, em um movimento contra o Estado Novo após o término do conflito. A FEB volta vitoriosa da Itália onde ajudou a libertar a mesma do exercito alemão, esses grupos utilizam esse evento para forçar a queda e deposição de Getúlio e seu regime autoritário, o que se concretiza em 29 de outubro de 1945.

A motivação de enviar uma Força Expedicionária como uma maneira de colocar o Brasil nas negociações do pós-guerra não foi a frente, a FEB foi desmobilizada ainda em território europeu e no âmbito mundial o governo recusou o uso da tropa para ocupação na Europa e isso foi um passo atrás significativo na nova organização que estaria por se formar. As expectativas de ser um parceiro preferencial dos Estados Unidos também não se aprofundou, ocorreram mudanças nos cargos referentes a relações exteriores de ambos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARONE, João. 1942: o Brasil e sua guerra quase desconhecida / 2 ed.- Rio de Janeiro: HarperCollins, 2018. 352 p.: il.

FERRAZ, Francisco C. A.. Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005. 92p.

FONTES, Ângela Maria Mesquita e LAMARÃO, Sérgio Tadeu Niemeyer. “Volta Redonda: história de uma cidade ou de uma usina”. Revista Rio de Janeiro, Niterói, n. 18-9, jan. – dez  2006, pp. 241 – 53.

MOURA, Gerson.  Relações exteriores do Brasil: 1939-1950: mudanças na natureza das relações Brasil-Estados Unidos durante e após a Segunda Guerra Mundial / Gerson Moura; apresentação de Letícia Pinheiro; prefácio à nova edição de Leslie Bethell. ─ Brasília: FUNAG, 2012.  277 p.; 23 cm.

MOURA, Gerson. Sucessos e Ilusões: relações internacionais do Brasil durante e após a Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1991.

MORAES, M. Marechal Mascarenhas de Moraes: Memórias; volume 2; Rio de Janeiro, Biblioteca do Exército;1969.

PANDOLFI, D. C. . Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getulio Vargas, 1999.