EXPOSIÇÃO: FAUNO//FLORA_ÁGUA e ÓLEO

"A experiência do corpo e da pele fixada como conjuntos de tecidos em sua exterioridade aparecem na superfície. O oposto que se encontra entre o místico e a libido, este que se prolonga como tinta escorrendo na tela. O corpo pictórico leva a mistura, o envolvimento, a dança dos corpos, ao choque.. que no encontro desses seres se desdobra. Os mitos costumam tratar do ineludivel, embora empreenda a fuga, algo sempre fica, não escapamos tão facilmente das exterioridades da carne, do relato. Elas são capturadas pela memória em um tempo, no qual a experiência primária é da ausência. E as encarnações sucessivas não esgotam completamente o nada, se dilui. A partir de uma certa distância em relação ao mundo real é possível abrir-se a uma compreensão lúcida, ou não, do mesmo, desprendendo-se do corpo matéria, e da própria fantasia, surge assim a relação com o vazio, e a consciência da ausência, que sustenta este mundo desmoronado no qual vivemos." (Israel Dali)


Local:
Espaço de arte Rock The Casbah
Inácio Lustosa, 560
Curitiba - PR

Exposição fica em cartaz do  dia 03/08 até dia 30/08 sempre de terça à sábado das 18hs a 01h e domingo das 19hs às 01h.
Exposição gratuita.
Para acompanhar o evento, acesse:  //www.facebook.com/events/125974214507399/





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URGENTE: MUDANÇA DE RUMO DAS CIDADES


                                                                               Carlos Sandrini*

As principais cidades do mundo começaram a ser desenhadas há séculos, e elas não estão preparadas para o que acontecerá a partir dos próximos anos: a quase extinção do comércio popular de rua; o abandono dos antigos edifícios comerciais; a fuga das indústrias; as mudanças na relação de emprego; a robotização; e a inteligência artificial. Cabe ao poder público adaptar as cidades às novas necessidades, vocações e desejos. Tudo isso sob os preceitos da sustentabilidade.




Em meados do século passado, iniciou-se a revitalização do centro das cidades portuárias como Rotterdam, Baltimore, Boston, Buenos Aires, Sidney e Barcelona. Foram intervenções bem-sucedidas que reverteram a degradação da área central destas cidades. Algo que, de forma mais modesta, está sendo feito no Rio de Janeiro. Porém, se no século passado a degradação foi maior nas cidades portuárias, agora o problema será de todas as médias e grandes cidades. As novas tecnologias e as mudanças de comportamento social irão, em menos de 10 anos, alterar o comércio, a indústria, o ensino, a relação de emprego, o trânsito, a construção civil e, consequentemente, o perfil urbano.


Cidade de Rotterdam, Holanda.

Já estão sobrando espaços no centro das cidades. É a hora de, a exemplo de Seul, na Coréia do Sul, fazer aflorar os rios e riachos que foram canalizados; desadensar eliminando edificações desnecessárias, criando percursos pelo interior das quadras, deixando o centro respirar; evitar a “musealizaçãodo patrimônio histórico, dando vida aos mais importantes exemplares da arquitetura.



Rio Cheongaecheon no centro de Seul, Coréia do Sul.

Veremos também uma diminuição natural do trânsito nos grandes centros urbanos. Isso ocorrerá, principalmente, pela diminuição drástica da frota de automóveis, motivada pela mudança da cultura do carro próprio com a adoção do compartilhamento, por alternativas privadas e inteligentes de otimização de transporte e pelas soluções que evitam o deslocamento das pessoas.




Obviamente, toda essa transformação vai refletir em mudanças na construção civil. Os edifícios comerciais deverão vender oportunidade de gerar negócios e não somente espaço. Hoje, vemos a diminuição da demanda para os edifícios de salas comerciais. Diversas variedades de coworkings vocacionais irão substituí-los. Os prédios residenciais deverão atender aos novos hábitos de consumo e relacionamento. Os projetos deverão viabilizar a prestação de novos serviços nas dependências do condomínio, sejam nos apartamentos ou nas áreas comuns. Assim como offices nas áreas comuns, para que os moradores possam receber pessoas para assuntos de trabalho.





A tendência no Brasil é de prédios com aproximadamente 65 pavimentos, altura que só Balneário Camboriú (SC) ousou alcançar. Com este número de pavimentos, equacionado pelo número de torres e de elevadores independentes, o número de apartamentos poderá ser suficiente para sustentar um condomínio inteligente, para todas as classes sociais. É importante salientar que, independentemente do tamanho, as edificações deverão sempre ser amigáveis aos pedestres e à escala humana ao nível do solo.


Vista aérea de Balneário Camboriú, SC.
  
No Brasil, mais de 84% da população vive em área urbana. Em todo o mundo, esse índice não para de crescer. Para o Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, gerir áreas urbanas é um dos principais desafios do século XXI. Para evitar a degradação dos centros urbanos, é fundamental que as iniciativas públicas e privadas comecem a agir agora. Os poderes executivos e legislativos deverão decidir se essas transformações levarão progresso ou pobreza para suas cidades. As oportunidades que as novas tecnologias e comportamentos sociais estão trazendo são muitas. Planejar, legislar e decidir com visão de futuro é a diferença entre a evolução e o caos urbano.




As imagens postadas acima foram retiradas da Internet unicamente para fins ilustrativos, sem finalidades comerciais.




*Carlos Sandrini é arquiteto e urbanista, fundador e presidente do Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br).









Agradecimentos:
Eduardo Betinardi
P+G Comunicação Integrada
www.pmaisg.com.br
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Minha casa, minha vida


Pareço saudável, mas estou irrecuperavelmente viciado num programinha do Discovery Home & Health: o Irmãos à obra. Apresentado pelos gêmeos Jonathan (meio empreiteiro, meio decorador) e Drew Scott (um corretor de imóveis), ele mostra os irmãos ajudando terráqueos como você e eu a encontrar sua casa dos sonhos.

Todo episódio começa com a mesma maldadezinha: a dupla leva os participantes da vez, geralmente um casal, para conhecer o paraíso. Uma humilde residência no bairro mais que desejado, com pé direito que arranha o céu, sala tamanho família – família à Mr. Catra, é bom sublinhar –, cozinha gourmet, quatro quartos, closet que é quase um quinto, banheiro com banheira, quintal que é praticamente o Central Park.

E um precinho que só cabe no orçamento do Donald Trump.

Daí a casa cai e levanta aquela poeira de frustração. Nada que os brothers não possam resolver. Não é possível comprar um cafofo pronto para morar? O (bom) negócio, então, é procurar um imóvel mais barato e reformá-lo; pegar aquele muquifo cheio de paredes e transformá-lo num espaço com menos divisórias, mais integração.

É o que Jonathan e Drew chamam de conceito aberto: a cozinha que abraça a sala de estar que abraça a mesa de jantar que abraça a varanda que abraça o jardim...

Fico imaginando como seria saudável – por permitir a entrada de mais luz e oxigênio – levar essa ideia além do nosso endereço e dar uma recauchutada em nós mesmos. Refazer nosso projeto de gente, redesenhar nossa planta baixa. Derrubar os muros entre a intenção e a ação, o virtual e o real, o pensado e o praticado, a saudade e o encontro.

Até entre o salgado e o doce, se não for pedir muito.

Por que não botar abaixo aquele paredão entre o azul-caribe na vitrine da Sonhotur e o mergulho na poupança de cada trocadinho? Entre a bike na garagem e a bike na rua? Entre as hashtags ecologicamente corretas e a coleta seletiva no seu condomínio? Entre o livro por anos e neurônios planejado e a primeira página? Entre a fotografia no porta-retratos e o selfie já, imediatamente, agoríssima, com os amigos?

Custa guardar umas moedinhas na caixa-forte e fingir que esqueceu a senha? Custa (não tanto quanto aquela Dolce Custo que compraste há um ano e não usaste até hoje). Cozinha a batata da perna pedalar na primeira semana? Cozinha, frita e ainda passa na chapa. Dá trabalho separar as cascas de laranja das latinhas de cerveja? Nenhum, se você largar a birita e beber mais água. É difícil achar as palavras certas? Um bocado – mas o garimpo vale ouro. Missão impossível reunir a galera? Não para o Tom Cruise que podemos ser. É só dispensar as desculpas: aqueles dublês que contratamos só para não encararmos os grandes e pequenos precipícios do dia a dia.

Conseguiu enfim juntar a turma toda na casa nova? Então aproveita a ocasião e contrata um bufê japa – quem sabe você não tira mais um tapume da sua vida.








Fábio Flora é autor de Segundas estórias: uma leitura sobre Joãozito Guimarães Rosa (Quartet, 2008), escreve no Pasmatório, tem perfil no Twitter e no Facebook.
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FLASHBACK LITERÁRIO (2013)


FLASHBACK LITERÁRIO (2013)


Abraços literários e até +.





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Poema "Outra taça" e outros



Outra taça

E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão (...)
Efésios 5: 18p.A

Diga a parede emudecida verbos
luzidos de traumas, e vá em cima de um gato
contar formas geométricas dos olhos lúcidos
daqueles mortos que repousam sobre outra taça
de devassidão. Outra taça – já contei muitas formas,
porem, encontrei uma que não tivera nem nove ou doze
lados, era incontável.
A forma que levanta pela manhã em cima de
meu cabelo lembra ondas de um mar morto,
outras funções da física desequilibram e caem
do chão rumo ao obliquo – mantenha direção
dos gestos, erga as pernas e siga as linhas
contornadas em meio ao movimento.

É necessário que se mantenha longe do vinho da devassidão,
antes
                 por onde              ele entre em meu corpo
faça
                          devassidão
                                           ruinas

outra taça agora seca, outra taça agora seca, out
ra taç
 a agora se
ca, outras e outras taças e taças
agora seca.

  
 Sumptuosamente moluscos luxuosos

Sumptuosamente moluscos luxuosos desenrolam-se de dentro
dos moveis – conto entre os dedos – alguns decolam
entre as cores já cansadas de lagrimejar begônias,
fome do sopro divino, capim outrora
nascerá entre o coração e as águas movimentadas
da crina de um mamífero quadruple,
eles estão sumindo, criaram entorno das cascas asas
 – possibilidade de evacuação.

Houve cartas trocadas, uma luz no campo nostálgico,
poemas escritos na face dos ácidos olhares
ilustrados de terra e formulações químicas,
outro – campo de energia positiva e lascívia,
acompanha o círio de tortuosas lágrimas tão minhas,
sumptuosamente indícios de grama
pairam no ar. 


Rosa negra


Rogo diante da rosa negra – petalas imortais,
uma abelha negra aproxima-se do quadro negro estavel
sobre o fio que me liga a maturnidade,
cinico cilindro observavel aos olhares – pois tudo
é o nosso tempo, de abrir e fechar páginas,
nos bicos dos anús fotografias
                                 é minha vez
abro ilhas
                    naufragios
tempotodoaindanãoétempodecolher floresnegrasnestediaescuro
vereiveremosdiantedestecéuoculto         
  

Lição de imigrantes


Contra o sol balanço um pano amarelo
que lembra sentimentos estrangeiros e vidas antigas
diante desta minha de hoje,
sigo alguns passos a frente,
vacas loucas fazem voos longos 
e ratos caminham no fio
entre lucidez & loucura

          a casa  
foi derrubada, livrosqueimados, parentesesquecidos,
uma vida que se formula
diantedasmudançastodas
sigo alguns passos a frente, nada vejo
a morte muito próxima dita
poemas




Marcos Samuel Costa é natural de Ponta de Pedras, Marajó, Amazônia brasileira. Atualmente cursa Serviço Social (FMN), e mora em Belém do Pará. Vive perdido no caos da cidade grande e entre livros de poesia. É membro correspondente da Academia de letras do sul e sudeste paraense e da ASPEELPP-DJ (Associação literária Dalcídio Jurandir). Autor dos livros: Sentimentos de um século 21 (Multifoco Editora, 2014), e Titulado amor (editora Literacidade, 2014), e um em co-autoria com dois amigos: Interpoética (Big Times editora 2015), Uma semana de poesia (Editora Penalux). Participou de mais de 20 antologias literá­rias, entre elas I Anuário de Poesia Paraense e publicou nas revistas, Mallarmargens e revista contemporaneo.


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VISITA DE ESTUDOS DO BRASIL À POLÔNIA


Hoje estreamos a coluna Polonaises que tem como objetivos divulgar e promover a Arte, Cultura e Atualidades da Polônia, assim como as atividades polônicas no Brasil. Nesta primeira edição, vamos falar um pouco da nossa visita em junho deste ano às cidades de Varsóvia e Cracóvia onde já estivemos há vinte anos, realizando naquela ocasião o ensaio fotográfico “Alma Polaca”. Foi como uma releitura dessas cidades passados tantos anos da nossa primeira visita, e pudemos observar as grandes mudanças sociais, econômicas e políticas ocorridas no país.


Foto do  ensaio fotográfico "Alma Polaca", 1995.

O nome desta coluna* presta homenagem a dois importantes artistas de origem polônica: Frédérick Chopin (1810-1849) cuja obra Polonaise é uma das mais lindas e conhecidas entre as músicas clássicas de todo o mundo, e ao nosso poeta maior Paulo Leminski (1944-1989), cujo livro homônimo teve sua primeira edição em 1980.


Capa do livro Polonaises, de Leminski.

A viagem de estudos que realizamos neste ano (Wizyta Studyjna z Brasylii),está ligada ao projeto Cidades e a Modernidade, o urbano reconfigurado na Polônia e no Brasil, que tem em vista identificar e fotografar elementos que caracterizam a modernidade, compreender como ocorre o diálogo entre o antigo e o moderno, entre outros aspectos. Esse projeto é um coletivo de fotógrafos de origem polonesa que conta ainda com dois nomes ilustres: Schirlei Freder e João Urban, com o objetivo de expressar o olhar de cada artista sobre diferentes cidades dos dois países.


Antiga fábrica adaptada para moderno jazz-bar.

Em Varsóvia, as principais atividades consistiram em uma visita guiada ao Museu do Levante e ao Museu da História dos Judeus Poloneses onde tivemos a oportunidade de conversar com o curador da instituição. Dando continuidade à programação, visitamos o Parque de Wilanów, a Cidade Velha, o Parque Lazienki Królewskie, e o Bairro judeu de Praga. No tempo livre visitamos o Park Ujazdowski e pudemos descobrir alguns pontos interessantes da cidade, como galerias de arte, monumentos antigos e expressões da arte de rua. Contamos nessa cidade com o apoio sempre atento e simpático de Jakub Wesolowski.


Vitrine da confeitaria Slodki Slony em Varsóvia.

Além destas atividades, tivemos um encontro com representantes do Departamento de Turismo da Prefeitura de Varsóvia e do Ministério das Relações Exteriores da Polônia, o que foi bastante importante dado às conversas que foram travadas com as mesmas sobre o nosso trabalho e os objetivos dessas instâncias no que diz respeito ao incremento do turismo brasileiro naquele país. Recebemos também material institucional sobre o evento que está ocorrendo em toda a cidade até setembro deste ano, chamado “A Varsóvia de Chopin”**.


Galeria de Arte DESA Unicum.

Em Cracóvia, fizemos uma visita guidada à surpreendente mina de sal, Zwiedzanie Kopalni Soli, ao Museu Etnográfico, assim como andamos pela Praça Central, visitando o mercado e a Cidade Velha. Visitamos o bairro Kazimierz, onde conhecemos uma antiga Sinagoga ainda em atividade e o cemitério local, e onde tivemos oportunidade de verificar as mudanças arquitetônicas, econômicas e sociais ocorridas naquele bairro, preservando suas características originais. Em Cracóvia fomos acompanhados pela competente e sempre amável Agnieszka Misina.


Detalhe do Desfile do Dragão, em Cracóvia.

O evento inusitado que pudemos observar e fotografar foi o Desfile do Dragão, com todas as figuras alegóricas ligadas à essa antiga lenda, e a participação ativa de toda a comunidade e de várias escolas com jovens e crianças de todas as idades. Ainda em Cracóvia tivemos um encontro com o representante do Departamento de promoção da Prefeitura local, onde pudemos conhecer mais a respeito da organização do turismo, dos costumes da cidade e muitos aspectos interessantes ligados à história e cultura do lugar.


Para finalizar, devemos pontuar a impecável organização e agradável recepção que tivemos por parte de todos naquele país, onde pudemos nos sentir verdadeiramente “em casa”. Assim como não temos palavras suficientes para agradecer ao Consulado Geral da Polônia em Curitiba, nas pessoas do Cônsul Marek Makowski, da Vice-Cônsul Dorota Ortynska e toda a equipe do consulado, pelo empenho e dedicação ao projeto, e pela maravilhosa oportunidade que nos proporcionaram de retornar à pátria de nossos avós.


Fachada do Museu da História dos Judeus Poloneses.



* Nossos agradecimentos especiais aos amigos que deram apoio e colaboram com as sugestões de nomes e de logos, com a elaboração e adaptação da arte para que a coluna pudesse vir à luz: Rogério Dezem, Ana Dietrich, Lucca Tartaglia, Julio Ponciano, Felipe Menicucci, Vanisse Simone, Cadu Silvério e Everly Giller.

** Para maiores informações: www.chopin.warsawtour.pl

Texto e Fotos: Izabel Liviski.
Tradução para o polonês: Kornelia Fiałkowska 






Izabel Liviski é Doutora em Sociologia pela UFPR, fotógrafa e professora de fotografia. Escreve as colunas INcontros e Polonaises, é também co-editora da Revista ContemporArtes.









Polska Wersja:


WIZYTA STUDYJNA Z BRAZYLII DO POLSKI


Dziś mamy zaszczyt zaprezentować kolumnę Polonaises, której celem jest rozprzestrzenianie i promowanie Sztuki, Kultury i Nowości w Polsce, jak również aktywności polonijnych w Brazylii. W pierwszej edycji opowiemy trochę o naszej wizycie w Warszawie i Krakowie w czerwcu tego roku. Nie była to nasza pierwsza wizyta w Polsce - mieliśmy okazję być tam dwadzieścia lat temu, realizując wystawę fotograficzną „Polska dusza”. Po tylu latach od naszej pierwszej podróży, tegoroczna wizyta była ponownym odkryciem tych miast, podczas której mieliśmy okazję zaobserwować ogromne zmiany społeczne, gospodarcze i polityczne, jakie zaszły w Polsce.


Zdjęcie z wystawy fotograficznej „Polska Dusza”, 1995.

Tytuł tej kolumny* jest hołdem dla dwóch ważnych polskich artystów: Fryderyka Chopina (1810-1849), którego „Polonez” jest jednym z najpiękniejszych i najbardziej znanych utworów muzyki klasycznej na świecie, oraz dla naszego największego poety Paula Leminskiego (1944-1989), którego dzieło zatytułowane „Polonaises” zostało opublikowane w 1980 roku.



Okładka książki Polonaises Leminskiego.

Wizyta studyjna, ktorą odbyliśmy tego roku związana jest z projektem Miasta i Nowoczesność, rekonfigurowana przestrzeń miejska w Polsce i Brazylii, który ma na celu między innymi zidentyfikowanie i sfotografowanie elementów, ktore charakteryzują nowoczesność oraz zrozumienie, jak nawiązuje się dialog miedzy tym, co stare a tym, co nowoczesne. Projekt ten gromadzi fotografów pochodzenia polskiego, wśród których widnieją dwa znakomite nazwiska: Schirlei Freder oraz João Urban. Ma to na celu przekazanie spojrzenia każdego z tych artystów na różne miasta w Polsce i Brazylii.


Stara fabryka przekształcona w nowoczesny jazz-bar.

W Warszawie zwiedziliśmy z przewodnikiem Muzeum Powstania Warszawskiego oraz Muzeum Historii Żydów Polskich, gdzie mieliśmy okazję porozmawiać z kuratorem instytucji. Kontynuując program wizyty, odwiedziliśmy Park Wilanowski, Stare Miasto, Łazienki Królewskie i dzielnicę żydowską. W czasie wolnym udaliśmy się do Parku Ujazdowskiego, a także mieliśmy okazję odkryć kilka ciekawych miejsc, takich jak galerie sztuki, stare zabytki czy występy artystów ulicznych. W Warszawie mogliśmy liczyć na wsparcie sympatycznego Jakuba Wesołowskiego, który poświęcił nam dużo uwagi.


Witryna cukierni Słodki Słony w Warszawie


Poza tymi zajęciami, udaliśmy się również na spotkanie z reprezentantami Stołecznego Biura Turystyki oraz Ministerstwa Spraw Zagranicznych RP, które było bardzo ważnym elementem wizyty, biorąc pod uwagę rozmowy dotyczące naszej pracy oraz cele tych instytucji dotyczące rozwoju turystyki w Polsce. Otrzymalismy również materiały dotyczące wydarzenia zatytułowanego „Warszawa Chopina”**, które do września tego roku ma miejsce w Warszawie.


Galeria Sztuki DESA Unicum

W Krakowie udaliśmy się na zwiedzanie Kopalni Soli, do Muzeum Etnograficznego, przechadzaliśmy się po Placu Centralnym, odwiedzając Główny Rynek i Stare Miasto. Odwiedziliśmy dzielnicę Kazimierz, gdzie mogliśmy zobaczyć Synagogę Starą oraz lokalny cmentarz. Ponadto, mieliśmy również okazję zaobserwować zmiany architektoniczne, gospodarcze i społeczne, które zaszły w tej dzielnicy, zachowując swoje oryginalne cechy. W Krakowie towarzyszyła nam kompetentna i zawsze uprzejma Agnieszka Misina.


Parada Smoków w Krakowie

Niezwykłym wydarzeniem, jakie mogliśmy zaobserwować i sfotografować była Parada Smoków, zawierająca alegoryczne figury związane ze starą legendą. Udział w tym wydarzeniu wzięła cała tamtejsza społeczność oraz szkoły z młodzieżą i dziećmi w różnym wieku. W tym mieście udaliśmy się również na spotkanie z reprezentantem Wydziału Promocji Urzędu Miasta Krakowa, gdzie mogliśmy dowiedzieć się więcej o organizacji turystyki, zwyczajach miasta, a także o innych interesujących aspektach związanych z jego historią i kulturą.


Fasada Muzeum Historii Żydów Polskich

Na zakończenie należy wspomnieć o nienagannej organizacji oraz miłym przyjęciu w Polsce, gdzie naprawdę mogliśmy poczuć się jak u siebie w domu. Żadne słowa nie są w stanie wyrazić wdzięczności dla Konsulatu Generalnego RP w Kurytybie, Konsula Marka Makowskiego, Wicekonsul Doroty Ortyńskiej i całego zespołu Konsulatu za oddanie i wysiłek włożony w realizację projektu, oraz za wspaniałą szansę, jaką nam dano – powrotu do ojczyzny naszych dziadków.

* Nasze specjalne podziękowania dla przyjaciół, którzy nas wspierali, i którzy pomogli nam przy opracowaniu i edycji oraz dając sugestie dotyczące nazw i logo, dzięki którym ta kolumna mogła powstać: Rogério Dezem, Ana Dietrich, Lucca Tartaglia, Julio Ponciano, Felipe Menicucci, Vanisse Simone, Cadu Silvério oraz Everly Giller.

**Więcej informacji na stronie:
Tekst i zdjęcia: Izabel Liviski
Tłumaczenie na język polski: Kornelia Fiałkowska



Izabel Liviski jest doktorem Socjologii - Uniwersytet Federalny Stanu Paraná, fotografem i nauczycielką fotografii. Prowadzi kolumny Incontros i Polonaises oraz jest współredaktorem czasopisma ContemporArtes.





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